Iniciarei o texto com esta citação que exemplifica bem o que eu penso com relação à família como sendo parte do comportamento natural humano, maior que mero valor social transitório.
Sob a loucura global do emaranhado de rituais e
costumes, vemos recorrerem padrões na estrutura da família, amizade, política,
cortesia, moralidade. Acredito que o desenho evolutivo dos seres humanos
explica esses padrões: por que pessoas em todas as culturas se preocupam com
status social (frequentemente mais do que imaginam); porque pessoas em todas as
culturas não apenas fofocam, mas fofocam sobre os mesmos tipos de coisas; porque
pessoas em todas as culturas homens e mulheres parecem diferentes em algumas
poucas questões básicas; porque pessoas em todos os lugares sentem culpa, e a
sentem em circunstâncias bem previsíveis; por que pessoas em todos os lugares
tem um profundo senso de justiça, de forma que os axiomas ‘uma boa ação merece
outra’ e ‘olho por olho, dente por dente’ moldam a vida humana em todos os
lugares nesse planeta. De certa forma, não é surpresa que a redescoberta da
natureza humana tem demorado tanto. (WRIGHT, 1994. p. 5)
Pretendo examinar a situação
atual da família nuclear e seu papel na educação em um Estado cada vez mais
presente na educação infantil. Sob o ambíguo título de modernização, ou de
conceitos como “novo modelo familiar” esconde-se uma destruição dos laços
afetivos dentro da família, cada vez menos presente na vida dessas crianças,
relegadas à funcionários estatais que, apesar de terem um importante papel para
o desenvolvimento cognitivo das mesmas, pouco podem fazer para suprir as carências
afetivas desses alunos, pois este mesmo funcionário nunca irá se sentir ligado
aos mesmos da forma que somente alguém próximo ao nível familiar poderia se
sentir.
Nem é esse seu papel, como
profissional tem uma obrigação técnica a cumprir, não pode ser forçado a
desenvolver laços afetivos em troca de um salário. Esse aluno, desamparado
emocionalmente, irá se tornar mais facilmente agressivo, menos interessado e
menos capaz de se dedicar do que se recebesse o apoio emocional que precisa.
Acredito que a família nuclear é a família natural que jamais poderá ser
substituída pelo Estado, e nem deve, pois cada família deve ser responsável
pelos seus próprios rebentos, ao mesmo tempo que oferecer aos mesmos a atenção
insubstituível de seus pais.
A diminuição do papel da família
na educação das crianças anda de mãos dadas com o aumento gradativo do Estado
como novo educador sob os aspectos cognitivos e afetivos. Alunos da Educação
Infantil se tornam excessivamente apegados aos funcionários da escola que não
tem condições de retribuir esse afeto. Isso parte da crença de que o ser humano
não tem necessidades inatas, está acima do campo natural, e que tudo em sua
vida pode ser substituído por estruturas sociais.
Podemos observar conseqüências
negativas no desenvolvimento cognitivo de crianças que não seguem o modelo
familiar tradicional durante a continuidade dos seus estudos. O aluno que não
se desenvolveu de maneira adequada nas séries iniciais continuará a ser um
problema nas séries seguintes, e sua estrutura familiar influencia nesse
aspecto na medida que se afasta do modelo tradicional.
Até aonde é vantajosa a
substituição do papel da família por instituições de ensino no aspecto afetivo,
uma vez que laços emocionais não podem ser fabricados artificialmente? Antes de
ser social, o ser humano é um ser natural, com necessidades afetivas que
somente podem ser supridas dentro de um modelo atávico de educação familiar.
Diversas culturas detém
diferentes formas de se realizar casamentos ou de se constituir uma família,
mas nenhuma jamais abandonou a proximidade entre os pais e as crianças como a
nossa tem feito, gerando um modelo social onde se tenta educar pessoas como se
fossem completamente moldadas pelo meio, negligenciando os aspectos emocionais
que não deveriam ser negligenciados.
Não devemos abraçar mudanças
sociais como se essas mudanças fossem boas em si mesmas. Antes da escola ser um
agente de mudança social, é um agente de manutenção da sociedade através da
transmissão de nossos conhecimentos. Porém há coisas que não podem ser
transmitidas de maneira direta e racional, é necessária a experiência em
conjunto com nossa estrutura psicológica inata para que se tenha os melhores
resultados.
O discurso pedagógico
contemporâneo é entusiasta com relação a um papel cada vez maior do Estado na
educação, partem de um pressuposto behaviorista de que o homem é somente um
fruto de seu meio e que podemos criar o ser humano que quisermos através de
projetos de engenharia social. Há um excessivo otimismo com relação à mudanças
sociais, como se as mesmas fossem boas só pelo fato de serem mudanças sem
levarem em consideração que o ser humano afetado por essas mudanças é sempre o
mesmo no que tange às suas necessidades emocionais mais básicas.
O texto abaixo exemplifica o que
eu estou dizendo:
A política educacional recente,
de caráter neoliberal, está cobrando a participação dos pais na gestão da
escola pública e no dever de casa, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.
Tal política tem implicações de classe e gênero: quando a escola conta com a
família, pressupõe um modelo de família com capital econômico e simbólico e com
uma mãe disponível e prioritariamente dedicada à educação dos filhos. Os
formuladores dessas políticas não consideram a relação entre modelos de
organização curricular e instrucional e organização familiar, nem a assimetria
de gênero que faz recair a responsabilidade pela educação infantil sobre as
mulheres, tampouco as mudanças e variações na organização familiar. Ao desviar
o foco da melhoria educacional da escola e da sala de aula para a família e o
lar, este tipo de política pode produzir dois efeitos perversos: penalizar as
famílias (sobretudo as mães) e converter diferenças de capital econômico,
cultural e social em resultados educacionais desiguais. (Maria Eulina Pessoa de
Carvalho, 2000)
Considerar a participação da
família como política neo-liberal é um exagero, termos como política neo-liberal,
ou então políticas conservadoras, podem ser utilizados como forma de desbancar
o apoio à família, aplicando ao mesmo uma carga política que de fato não existe
a associando a grupos estigmatizados pelo discurso intelectual, como
“fundamentalistas religiosos” e assim por diante. No entanto o texto aborda uma
questão real, a sobrecarga da mulher no papel de educar as crianças dentro de
uma família que se tornou insuportável pela obrigação da mesma de se dedicar ao
trabalho.
As mulheres assumiram um novo
papel social, de provedoras, se equiparando aos homens com relação ao mercado
de trabalho. No entanto não perdeu seu antigo papel de mãe, o que faz muitas
até desistirem de ter uma família para poderem se dedicar completamente a uma
carreira profissional. O caminho não deveria ser buscar uma participação ainda
menor da mãe na educação de seus próprios filhos, mas sim buscar uma
participação maior da mesma e do pai na educação da criança.
Mas as mulheres, para sanar o
problema de terem que trabalhar durante o dia inteiro e não poderem dar atenção
a seus filhos, a não ser durante a noite quando estão exaustas demais para
fazerem qualquer coisa, cada vez mais se tem recorrido à instituições de ensino
que de fato estão substituindo a família em diversos aspectos. Exemplos são as
creches em horário integral, feitas sob medida para mães que trabalham, pois as
mesmas tem prioridade sobre as vagas e a função é bem clara, permanecer com as
crianças enquanto estas estão ocupadas.
Essas crianças permanecem na
escola das 6:30h às 17:00h, desde os 4 meses de vida, quando termina a licença
maternidade de suas mães. Algumas mães procuram as creches ainda antes, com
bebês de 2 meses, algo que felizmente não é permitido pela lei. Nesses centros
de educação infantil as crianças são alimentadas, tomam banho e obedecem a
regras e horários comuns. Fala-se muito em educação individualizada, mas a
mesma se torna impossível em grandes grupos de crianças, onde os métodos de
ensino devem ser necessariamente coletivos, como as canções que indicam o que
irão fazer a seguir, seguindo todas em fila, já condicionadas pelo hábito. Se
substituirmos a escola por um quartel, e as canções por apitos, não se
diferenciaria em nada de um modelo militar de condicionamento disciplinar.
Acontece, de certa forma, uma
economia de mães, ou seja, uma mulher cuida de várias crianças ao mesmo tempo
de maneira que as mães das mesmas possam atender as exigências do mercado de
trabalho. Os filhos, nesse contexto, se tornam um obstáculo à realização
profissional, que deve ser colocada em primeiro lugar. A sociedade produz mais,
porém grande parte desses recursos deve ser revertida em impostos para o
sustento de instituições de ensino que irão cuidar dessas crianças, e no final
desse processo as mulheres continuam atuando como mães, porém não de seus
filhos, e sim de uma clientela anônima, com a qual irá se envolver
superficialmente e no ano seguinte provavelmente não será mais a professora dos
mesmos.
Deve ser reconhecido o papel benéfico para o aumento do conhecimento da criança na pré-escola, de fato crianças que passam pela pré-escola chegam à primeira série e posteriormente com maior experiência sobre outros alunos, o que lhes dá alguma vantagem. Ainda assim seu resultado é condicionado por suas condições familiares, porém facilmente chegar que seu sucesso ou fracasso está muito diretamente relacionado ao fato de sua estrutura familiar seguir ou não um modelo tradicional.
Na escola essas crianças serão atendidas por uma funcionária do governo, alguma mulher escolhida a esmo, baseado no seu nível de graduação, o que não é evidência de condições psicológicas para desempenhar essa função. Essa mulher verá seu aluno como um cliente a ser atendido, um trabalho a ser realizado. No entanto a criança não a verá da mesma maneira, terá apego emocional por essa professora, e irá chamá-la de mãe, irá chorar quando for buscada por sua mãe biológica, a considerando uma estranha. A mãe, após recolher esse alunos na escola, irá chegar em casa exausta, fazer algumas tarefas domésticas, ligar a televisão e esperar pelo próximo dia de trabalho. Pelo fato das crianças tomarem banho na escola e café da manhã, muitas mães abrem mão desses cuidados em suas casas também, fazendo da escola o centro emocional da vida infantil em quase todos os sentidos.
Funcionários do sexo masculino
podem ser a única referência paterna que essas crianças terão, pois a maioria
dessas mães de bairros carentes estão divorciadas ou jamais se casaram. Não
raro algumas crianças se referem aos mesmos os chamando de “pai”, como faziam
com suas professoras. No entanto, mesmo quando aprendem que estes não são seus
pais de fato continuam os chamando dessa forma, ainda que as professores as
desencorajem a tal, fazendo dos mesmos uma figura substitutiva do afeto paterno
na medida do possível.
De fato a família mudou, pois é
conveniente que dessa forma seja numa sociedade que tira dos ombros dos pais
cada vez mais a obrigação de cuidarem de seus próprios filhos. Mas as
necessidades emocionais das crianças não mudaram. O ser humano não é
completamente um reflexo do meio em que vive, esse é um paradigma sociológico
tratado como atual e inovador, porém parte da crença errônea de que podemos
moldar o ser humano da forma que melhor desejamos, que o mesmo sempre irá
responder ao meio. Se assim fosse essas crianças não teriam o apego que têm por
suas professoras, elas tem necessidades emocionais que precisam ser respondidas
e nenhum modelo social que não envolva a família natural poderá atender a essa
necessidade. Da mesma maneira que nenhuma educação de qualidade pode dispensar
a influência dos pais, que exatamente por serem pais tem o maior interesse no
pleno desenvolvimento dessas crianças, ou deveriam ter.
A palavra natural carrega grande
peso, e sua utilização foi proposital. Conforme é comum nas ciências sociais,
tudo o que há na sociedade é considerado somente contexto histórico, ou seja,
algo que muda com o tempo. No entanto a existência da família é algo observado
em todas as épocas e em todas as culturas. A maneira como a mesma se forma
varia em detalhes, porém é necessário que a mesma se forme pelo simples fato de
que do contrário uma sociedade não poderá continuar existindo.
Nesse contexto o termo natural
está correto por ser um fato que irá se repetir sempre para a existência da
criança, como uma lei natural, ou seja, a união de um homem e uma mulher para
dar continuidade à sua família, e pelo fato óbvio das implicações biológicas
que há nessa questão. É muito comum associarem o modelo familiar como
pertencente somente a um recorte temporal e geográfico, mas isso é se fixar nos
detalhes e não atentar para um padrão maior que se repete no mundo durante toda
a história humana, como assevera o cientista cognitivo Steven Pinker (1998, p.
432).
Famílias são importantes em todas
as sociedades, e seu núcleo é uma mãe e seus filhos biológicos. Todas as
sociedades tem casamentos. Um homem e uma mulher entram em uma aliança de
conhecimento público cujo principal objetivo são as crianças; o homem tem um
"direito" a acesso sexual exclusivo para a mulher; e ambos são obrigados
a investir em suas crianças. Os detalhes variam, frequentemente de acordo com
os padrões das relações de sangue na sociedade. Geralmente, quando os homens
estão confiantes que eles são os pais dos filhos de sua esposa, famílias
nucleares se formam, frequentemente perto da família do pai. Num número menor
de sociedades, onde os homens não estão tão confiantes (por exemplo, quando
ficam distantes durante longos períodos de tempo devido ao serviço militar ou
trabalho nas fazendas), famílias vivem perto dos parentes da mãe, e os
principais benfeitores homens dessas crianças são os próximos à família da mãe,
seus tios maternais.
Com o crescente número de
divórcios, e a desestruturação de muitas famílias, tem sido pregado uma certa
validade das relações familiares não baseadas em laços de sangue. Isso é
verdadeiro em muitos casos, mas ainda assim dados pesquisados não deixam mentir
que esse modelo não é o ideal (Silva, Vieira 2001. p. 6):
O convívio de filhos de pais
diferentes em decorrência de múltiplos casamentos também pode ocasionar
conflitos e agressões, em especial por parte de padrastos ou madrastas, na
direção de seus enteados. Mas também ocorrem maus tratos entre irmãos e
meio-irmãos, muitas vezes, sob o olhar cúmplice dos adultos.
Os psicólogos Martins Daly e
Margo Wilson (1994, p. 72) também tem palavra esclarecedoras sobre o tema:
As caracterizações negativas de
pais adotivos não é de forma alguma peculiar à nossa cultura. O folclorista que
consulta a massiva coleção de Stith Thompson irá encontrar muitas sinopses como
"Madrasta Má Ordena que a Filha Adotiva seja Morta" (mito irlandês),
e "Madrasta Má faz Filha Adotiva Trabalhar até a Morte Quando seu Marido
Mercador Estava Fora" (Índia). Por conveniência, Thompson dividiu contos
sobre pais adotivos em duas categorias: "padrastos cruéis" e
"padrastos luxuriosos". De esquimós até indonésios, através de dúzias
de contos, o padrasto é sempre um vilão.
Esse é o padrão das histórias como Cinderela. Conforme o pensamento ortodoxo das ciências sociais atuais, a cultura forma o homem de maneira quase unilateral. Ou seja, ao chegar nesse ponto o pesquisador logo irá dizer que o fato de padrastos serem violentos é devido justamente à essas histórias, e não que essas histórias passaram a existir devido a esses padrastos existirem anteriormente. E que esse é um fenômeno biológico, ou seja, a ausência de reconhecimento daquela criança como sendo sua, antes de um fenômeno social que pode ser sanado com campanhas na televisão e outros métodos que partem do paradigma do homem como modelado pelo meio, sem uma individualidade que não pode ser alterada através da educação ou propagandas.
A recorrência de histórias no estilo de Cinderela certamente é um reflexo de modelos sociais que podiam se encontrados ao redor das pessoas. Ao longo da história humana, mesmo nas sociedades onde o modelo tradicional de família foi seguido de maneira mais rígida, havia casos em que um dos cônjuges falecia e o outro se casava novamente. Esses casos eram mais raros, e o legado deixado pela literatura demonstra que não eram situações muito felizes para as crianças que tiveram que passar por isso.
Atualmente, com o grande apoio dado pelo Estado para a criação das crianças, e a constante propaganda feita por intelectuais progressistas, há uma tentativa de desconstruir a família enquanto instituição social, o que é impossível pelo já referido caráter natural da mesma. Tenta-se normalizar uma educação dada exclusivamente pelo Estado, e o discurso é feito de forma a de fato jogar a obrigação para o governo e exigir isso em tom de revolta, como se lutassem por uma causa nobre. Ao mesmo tempo revestem de caridade suprema o ato de adotar ou assumir filhos não biológicos, como se qualquer pessoa pudesse desenvolver laços afetivos por uma criança que não é de fato sua. Pinker nos relata sobre a condição psicológica que muitas vezes padrastos e madrastas se encontram.
Nos dias atuais não é educado falar sobre amor paterno como tendo algo a ver com sua relação biológica porque soa como uma ofensa aos muitos pais com filhos adotivos e enteados. Claro que os casais amam seus filhos adotivos, se eles não estivessem realmente comprometidos a simular a experiência de uma família natural eles não adotariam, para começar. Mas com padrastos e madrastas é diferente. O padrasto ou madrasta desejava um esposo, não uma criança; a criança vem como um custo que faz parte do acordo.
Esse fenômeno está além de
valores sociais, pois antes da sociedade formar o ser humano, o ser humano
formou a sociedade, e o fez baseado em seus anseios naturais. Toda instituição
nasce de uma necessidade psicológica humana, e portanto o ser humano é anterior
à cultura. Ele forma a cultura e é formado pela mesma, porém a mesma não é
indefinidamente aleatória, não pode estar em direção oposta às necessidades
humanas sem consequências negativas na formação do caráter do indivíduo.
Ou seja, ainda que pregássemos o
padrasto como modelo ideal de pai, e isso fosse incutido na mídia, ainda assim
não diminuiria a necessidade psicológica do homem de saber se aquela criança é
de fato sua. Da mesma forma a mulher não se sente à vontade em se dedicar a uma
criança sem parentesco consigo mesma. No entanto, por motivos óbvios, quase
sempre será o homem nessa situação, uma vez que o divórcio é o principal motivo
da existência de padrastos e são as mães que tem prioridade sobre a guarda dos
filhos.
Com a crescente desvalorização do
casamento, e com a visão de que a maternidade é de alguma forma opressora à
mulher que deseja ter uma vida profissional, o papel da escola tem se
expandido. Não mais a mesma deve se dedicar exclusivamente ao ensino dos
conteúdos curriculares, mas adquire cada vez mais atribuições de ordem afetiva
e disciplinar.
Falar em papéis sexuais no âmbito
da família se tornou um tabu intelectual, como nos relata o psicólogo evolutivo
Robert Wright (1994, p. 69-70):
Em parte, também, porque, apesar
das feministas não terem criado o problema sozinhas, muitas delas tem ajudado a
sustentá-lo. Até muito recentemente, medo da represália feminista era o
principal obstáculo da discussão das diferenças entre os sexos. Feministas tem
escrito artigos e livros denunciando o "determinismo biológico" sem
se preocuparem em entender biologia ou determinismo.
A única alternativa com relação à família é criar nossas crianças dentro de instituições educacionais, onde serão privadas dos laços afetivos naturais, tendência que se torna cada vez mais forte e é bem vinda pelos pais que se sentem menos responsáveis pelos seus filhos e não se questionam com relação à qualidade das condições emocionais em que essas crianças são criadas. Porém essa não é uma tendência geral, muitas famílias ainda seguem um modelo mais tradicional, e o desempenho superior dessas crianças deve ser levado em consideração ao se criarem políticas públicas para a educação, pois a mesma não deve se concentrar na escola, necessita do apoio da família que se encontra cada vez mais fragilizada pela sobrecarga dos pais no trabalho e outras exigências sociais.
Fontes:
CARVALHO, Maria Eulina Pessoa de. Relações entre Família e Escola e suas
Implicações de Gênero, Paraíba, ano 2000, Cadernos de Pesquisa, nº 110, p. 143-155,
julho/ 2000.
Pode ser encontrado em:
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http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-15742011000100005&script=sci_arttext&tlng=es
WRIGHT, Robert. The Moral Animal: Why We Are the Way We Are: The New Science of Evolutionary Psychology.
London.
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Determinantes do Desempenho Escolar do Brasil. Ed. Abril, São Paulo. 2007.
DESSEN, Maria Auxiliadora e POLONIA, Ana da Costa. A família e a escola como contextos de desenvolvimento humano. Paidéia (Ribeirão Preto) v.17 n.36 Ribeirão Preto jan./abr. 2007. Pode ser encontrado em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-863X2007000100003&lng=pt&nrm=iso