domingo, 17 de novembro de 2013

A Família e o Modelo de Educação Infantil Atual

Iniciarei o texto com esta citação que exemplifica bem o que eu penso com relação à família como sendo parte do comportamento natural humano, maior que mero valor social transitório.
Sob a loucura global do emaranhado de rituais e costumes, vemos recorrerem padrões na estrutura da família, amizade, política, cortesia, moralidade. Acredito que o desenho evolutivo dos seres humanos explica esses padrões: por que pessoas em todas as culturas se preocupam com status social (frequentemente mais do que imaginam); porque pessoas em todas as culturas não apenas fofocam, mas fofocam sobre os mesmos tipos de coisas; porque pessoas em todas as culturas homens e mulheres parecem diferentes em algumas poucas questões básicas; porque pessoas em todos os lugares sentem culpa, e a sentem em circunstâncias bem previsíveis; por que pessoas em todos os lugares tem um profundo senso de justiça, de forma que os axiomas ‘uma boa ação merece outra’ e ‘olho por olho, dente por dente’ moldam a vida humana em todos os lugares nesse planeta. De certa forma, não é surpresa que a redescoberta da natureza humana tem demorado tanto. (WRIGHT, 1994. p. 5)
Pretendo examinar a situação atual da família nuclear e seu papel na educação em um Estado cada vez mais presente na educação infantil. Sob o ambíguo título de modernização, ou de conceitos como “novo modelo familiar” esconde-se uma destruição dos laços afetivos dentro da família, cada vez menos presente na vida dessas crianças, relegadas à funcionários estatais que, apesar de terem um importante papel para o desenvolvimento cognitivo das mesmas, pouco podem fazer para suprir as carências afetivas desses alunos, pois este mesmo funcionário nunca irá se sentir ligado aos mesmos da forma que somente alguém próximo ao nível familiar poderia se sentir.

Nem é esse seu papel, como profissional tem uma obrigação técnica a cumprir, não pode ser forçado a desenvolver laços afetivos em troca de um salário. Esse aluno, desamparado emocionalmente, irá se tornar mais facilmente agressivo, menos interessado e menos capaz de se dedicar do que se recebesse o apoio emocional que precisa. Acredito que a família nuclear é a família natural que jamais poderá ser substituída pelo Estado, e nem deve, pois cada família deve ser responsável pelos seus próprios rebentos, ao mesmo tempo que oferecer aos mesmos a atenção insubstituível de seus pais.

A diminuição do papel da família na educação das crianças anda de mãos dadas com o aumento gradativo do Estado como novo educador sob os aspectos cognitivos e afetivos. Alunos da Educação Infantil se tornam excessivamente apegados aos funcionários da escola que não tem condições de retribuir esse afeto. Isso parte da crença de que o ser humano não tem necessidades inatas, está acima do campo natural, e que tudo em sua vida pode ser substituído por estruturas sociais.

Podemos observar conseqüências negativas no desenvolvimento cognitivo de crianças que não seguem o modelo familiar tradicional durante a continuidade dos seus estudos. O aluno que não se desenvolveu de maneira adequada nas séries iniciais continuará a ser um problema nas séries seguintes, e sua estrutura familiar influencia nesse aspecto na medida que se afasta do modelo tradicional.

Até aonde é vantajosa a substituição do papel da família por instituições de ensino no aspecto afetivo, uma vez que laços emocionais não podem ser fabricados artificialmente? Antes de ser social, o ser humano é um ser natural, com necessidades afetivas que somente podem ser supridas dentro de um modelo atávico de educação familiar.

Diversas culturas detém diferentes formas de se realizar casamentos ou de se constituir uma família, mas nenhuma jamais abandonou a proximidade entre os pais e as crianças como a nossa tem feito, gerando um modelo social onde se tenta educar pessoas como se fossem completamente moldadas pelo meio, negligenciando os aspectos emocionais que não deveriam ser negligenciados.

Não devemos abraçar mudanças sociais como se essas mudanças fossem boas em si mesmas. Antes da escola ser um agente de mudança social, é um agente de manutenção da sociedade através da transmissão de nossos conhecimentos. Porém há coisas que não podem ser transmitidas de maneira direta e racional, é necessária a experiência em conjunto com nossa estrutura psicológica inata para que se tenha os melhores resultados.

O discurso pedagógico contemporâneo é entusiasta com relação a um papel cada vez maior do Estado na educação, partem de um pressuposto behaviorista de que o homem é somente um fruto de seu meio e que podemos criar o ser humano que quisermos através de projetos de engenharia social. Há um excessivo otimismo com relação à mudanças sociais, como se as mesmas fossem boas só pelo fato de serem mudanças sem levarem em consideração que o ser humano afetado por essas mudanças é sempre o mesmo no que tange às suas necessidades emocionais mais básicas.

O texto abaixo exemplifica o que eu estou dizendo:
 A política educacional recente, de caráter neoliberal, está cobrando a participação dos pais na gestão da escola pública e no dever de casa, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Tal política tem implicações de classe e gênero: quando a escola conta com a família, pressupõe um modelo de família com capital econômico e simbólico e com uma mãe disponível e prioritariamente dedicada à educação dos filhos. Os formuladores dessas políticas não consideram a relação entre modelos de organização curricular e instrucional e organização familiar, nem a assimetria de gênero que faz recair a responsabilidade pela educação infantil sobre as mulheres, tampouco as mudanças e variações na organização familiar. Ao desviar o foco da melhoria educacional da escola e da sala de aula para a família e o lar, este tipo de política pode produzir dois efeitos perversos: penalizar as famílias (sobretudo as mães) e converter diferenças de capital econômico, cultural e social em resultados educacionais desiguais. (Maria Eulina Pessoa de Carvalho, 2000)
Considerar a participação da família como política neo-liberal é um exagero, termos como política neo-liberal, ou então políticas conservadoras, podem ser utilizados como forma de desbancar o apoio à família, aplicando ao mesmo uma carga política que de fato não existe a associando a grupos estigmatizados pelo discurso intelectual, como “fundamentalistas religiosos” e assim por diante. No entanto o texto aborda uma questão real, a sobrecarga da mulher no papel de educar as crianças dentro de uma família que se tornou insuportável pela obrigação da mesma de se dedicar ao trabalho.

As mulheres assumiram um novo papel social, de provedoras, se equiparando aos homens com relação ao mercado de trabalho. No entanto não perdeu seu antigo papel de mãe, o que faz muitas até desistirem de ter uma família para poderem se dedicar completamente a uma carreira profissional. O caminho não deveria ser buscar uma participação ainda menor da mãe na educação de seus próprios filhos, mas sim buscar uma participação maior da mesma e do pai na educação da criança.

Mas as mulheres, para sanar o problema de terem que trabalhar durante o dia inteiro e não poderem dar atenção a seus filhos, a não ser durante a noite quando estão exaustas demais para fazerem qualquer coisa, cada vez mais se tem recorrido à instituições de ensino que de fato estão substituindo a família em diversos aspectos. Exemplos são as creches em horário integral, feitas sob medida para mães que trabalham, pois as mesmas tem prioridade sobre as vagas e a função é bem clara, permanecer com as crianças enquanto estas estão ocupadas.

Essas crianças permanecem na escola das 6:30h às 17:00h, desde os 4 meses de vida, quando termina a licença maternidade de suas mães. Algumas mães procuram as creches ainda antes, com bebês de 2 meses, algo que felizmente não é permitido pela lei. Nesses centros de educação infantil as crianças são alimentadas, tomam banho e obedecem a regras e horários comuns. Fala-se muito em educação individualizada, mas a mesma se torna impossível em grandes grupos de crianças, onde os métodos de ensino devem ser necessariamente coletivos, como as canções que indicam o que irão fazer a seguir, seguindo todas em fila, já condicionadas pelo hábito. Se substituirmos a escola por um quartel, e as canções por apitos, não se diferenciaria em nada de um modelo militar de condicionamento disciplinar.

Acontece, de certa forma, uma economia de mães, ou seja, uma mulher cuida de várias crianças ao mesmo tempo de maneira que as mães das mesmas possam atender as exigências do mercado de trabalho. Os filhos, nesse contexto, se tornam um obstáculo à realização profissional, que deve ser colocada em primeiro lugar. A sociedade produz mais, porém grande parte desses recursos deve ser revertida em impostos para o sustento de instituições de ensino que irão cuidar dessas crianças, e no final desse processo as mulheres continuam atuando como mães, porém não de seus filhos, e sim de uma clientela anônima, com a qual irá se envolver superficialmente e no ano seguinte provavelmente não será mais a professora dos mesmos.

Deve ser reconhecido o papel benéfico para o aumento do conhecimento da criança na pré-escola, de fato crianças que passam pela pré-escola chegam à primeira série e posteriormente com maior experiência sobre outros alunos, o que lhes dá alguma vantagem. Ainda assim seu resultado é condicionado por suas condições familiares, porém facilmente chegar que seu sucesso ou fracasso está muito diretamente relacionado ao fato de sua estrutura familiar seguir ou não um modelo tradicional.

Na escola essas crianças serão atendidas por uma funcionária do governo, alguma mulher escolhida a esmo, baseado no seu nível de graduação, o que não é evidência de condições psicológicas para desempenhar essa função. Essa mulher verá seu aluno como um cliente a ser atendido, um trabalho a ser realizado. No entanto a criança não a verá da mesma maneira, terá apego emocional por essa professora, e irá chamá-la de mãe, irá chorar quando for buscada por sua mãe biológica, a considerando uma estranha. A mãe, após recolher esse alunos na escola, irá chegar em casa exausta, fazer algumas tarefas domésticas, ligar a televisão e esperar pelo próximo dia de trabalho. Pelo fato das crianças tomarem banho na escola e café da manhã, muitas mães abrem mão desses cuidados em suas casas também, fazendo da escola o centro emocional da vida infantil em quase todos os sentidos.

Funcionários do sexo masculino podem ser a única referência paterna que essas crianças terão, pois a maioria dessas mães de bairros carentes estão divorciadas ou jamais se casaram. Não raro algumas crianças se referem aos mesmos os chamando de “pai”, como faziam com suas professoras. No entanto, mesmo quando aprendem que estes não são seus pais de fato continuam os chamando dessa forma, ainda que as professores as desencorajem a tal, fazendo dos mesmos uma figura substitutiva do afeto paterno na medida do possível.

De fato a família mudou, pois é conveniente que dessa forma seja numa sociedade que tira dos ombros dos pais cada vez mais a obrigação de cuidarem de seus próprios filhos. Mas as necessidades emocionais das crianças não mudaram. O ser humano não é completamente um reflexo do meio em que vive, esse é um paradigma sociológico tratado como atual e inovador, porém parte da crença errônea de que podemos moldar o ser humano da forma que melhor desejamos, que o mesmo sempre irá responder ao meio. Se assim fosse essas crianças não teriam o apego que têm por suas professoras, elas tem necessidades emocionais que precisam ser respondidas e nenhum modelo social que não envolva a família natural poderá atender a essa necessidade. Da mesma maneira que nenhuma educação de qualidade pode dispensar a influência dos pais, que exatamente por serem pais tem o maior interesse no pleno desenvolvimento dessas crianças, ou deveriam ter.

A palavra natural carrega grande peso, e sua utilização foi proposital. Conforme é comum nas ciências sociais, tudo o que há na sociedade é considerado somente contexto histórico, ou seja, algo que muda com o tempo. No entanto a existência da família é algo observado em todas as épocas e em todas as culturas. A maneira como a mesma se forma varia em detalhes, porém é necessário que a mesma se forme pelo simples fato de que do contrário uma sociedade não poderá continuar existindo.

Nesse contexto o termo natural está correto por ser um fato que irá se repetir sempre para a existência da criança, como uma lei natural, ou seja, a união de um homem e uma mulher para dar continuidade à sua família, e pelo fato óbvio das implicações biológicas que há nessa questão. É muito comum associarem o modelo familiar como pertencente somente a um recorte temporal e geográfico, mas isso é se fixar nos detalhes e não atentar para um padrão maior que se repete no mundo durante toda a história humana, como assevera o cientista cognitivo Steven Pinker (1998, p. 432).
Famílias são importantes em todas as sociedades, e seu núcleo é uma mãe e seus filhos biológicos. Todas as sociedades tem casamentos. Um homem e uma mulher entram em uma aliança de conhecimento público cujo principal objetivo são as crianças; o homem tem um "direito" a acesso sexual exclusivo para a mulher; e ambos são obrigados a investir em suas crianças. Os detalhes variam, frequentemente de acordo com os padrões das relações de sangue na sociedade. Geralmente, quando os homens estão confiantes que eles são os pais dos filhos de sua esposa, famílias nucleares se formam, frequentemente perto da família do pai. Num número menor de sociedades, onde os homens não estão tão confiantes (por exemplo, quando ficam distantes durante longos períodos de tempo devido ao serviço militar ou trabalho nas fazendas), famílias vivem perto dos parentes da mãe, e os principais benfeitores homens dessas crianças são os próximos à família da mãe, seus tios maternais.
Com o crescente número de divórcios, e a desestruturação de muitas famílias, tem sido pregado uma certa validade das relações familiares não baseadas em laços de sangue. Isso é verdadeiro em muitos casos, mas ainda assim dados pesquisados não deixam mentir que esse modelo não é o ideal (Silva, Vieira 2001. p. 6):
O convívio de filhos de pais diferentes em decorrência de múltiplos casamentos também pode ocasionar conflitos e agressões, em especial por parte de padrastos ou madrastas, na direção de seus enteados. Mas também ocorrem maus tratos entre irmãos e meio-irmãos, muitas vezes, sob o olhar cúmplice dos adultos. 
Os psicólogos Martins Daly e Margo Wilson (1994, p. 72) também tem palavra esclarecedoras sobre o tema:
As caracterizações negativas de pais adotivos não é de forma alguma peculiar à nossa cultura. O folclorista que consulta a massiva coleção de Stith Thompson irá encontrar muitas sinopses como "Madrasta Má Ordena que a Filha Adotiva seja Morta" (mito irlandês), e "Madrasta Má faz Filha Adotiva Trabalhar até a Morte Quando seu Marido Mercador Estava Fora" (Índia). Por conveniência, Thompson dividiu contos sobre pais adotivos em duas categorias: "padrastos cruéis" e "padrastos luxuriosos". De esquimós até indonésios, através de dúzias de contos, o padrasto é sempre um vilão.
Esse é o padrão das histórias como Cinderela. Conforme o pensamento ortodoxo das ciências sociais atuais, a cultura forma o homem de maneira quase unilateral. Ou seja, ao chegar nesse ponto o pesquisador logo irá dizer que o fato de padrastos serem violentos é devido justamente à essas histórias, e não que essas histórias passaram a existir devido a esses padrastos existirem anteriormente. E que esse é um fenômeno biológico, ou seja, a ausência de reconhecimento daquela criança como sendo sua, antes de um fenômeno social que pode ser sanado com campanhas na televisão e outros métodos que partem do paradigma do homem como modelado pelo meio, sem uma individualidade que não pode ser alterada através da educação ou propagandas.

A recorrência de histórias no estilo de Cinderela certamente é um reflexo de modelos sociais que podiam se encontrados ao redor das pessoas. Ao longo da história humana, mesmo nas sociedades onde o modelo tradicional de família foi seguido de maneira mais rígida, havia casos em que um dos cônjuges falecia e o outro se casava novamente. Esses casos eram mais raros, e o legado deixado pela literatura demonstra que não eram situações muito felizes para as crianças que tiveram que passar por isso.

Atualmente, com o grande apoio dado pelo Estado para a criação das crianças, e a constante propaganda feita por intelectuais progressistas, há uma tentativa de desconstruir a família enquanto instituição social, o que é impossível pelo já referido caráter natural da mesma. Tenta-se normalizar uma educação dada exclusivamente pelo Estado, e o discurso é feito de forma a de fato jogar a obrigação para o governo e exigir isso em tom de revolta, como se lutassem por uma causa nobre. Ao mesmo tempo revestem de caridade suprema o ato de adotar ou assumir filhos não biológicos, como se qualquer pessoa pudesse desenvolver laços afetivos por uma criança que não é de fato sua. Pinker nos relata sobre a condição psicológica que muitas vezes padrastos e madrastas se encontram.
Nos dias atuais não é educado falar sobre amor paterno como tendo algo a ver com sua relação biológica porque soa como uma ofensa aos muitos pais com filhos adotivos e enteados. Claro que os casais amam seus filhos adotivos, se eles não estivessem realmente comprometidos a simular a experiência de uma família natural eles não adotariam, para começar. Mas com padrastos e madrastas é diferente. O padrasto ou madrasta desejava um esposo, não uma criança; a criança vem como um custo que faz parte do acordo.
Esse fenômeno está além de valores sociais, pois antes da sociedade formar o ser humano, o ser humano formou a sociedade, e o fez baseado em seus anseios naturais. Toda instituição nasce de uma necessidade psicológica humana, e portanto o ser humano é anterior à cultura. Ele forma a cultura e é formado pela mesma, porém a mesma não é indefinidamente aleatória, não pode estar em direção oposta às necessidades humanas sem consequências negativas na formação do caráter do indivíduo.

Ou seja, ainda que pregássemos o padrasto como modelo ideal de pai, e isso fosse incutido na mídia, ainda assim não diminuiria a necessidade psicológica do homem de saber se aquela criança é de fato sua. Da mesma forma a mulher não se sente à vontade em se dedicar a uma criança sem parentesco consigo mesma. No entanto, por motivos óbvios, quase sempre será o homem nessa situação, uma vez que o divórcio é o principal motivo da existência de padrastos e são as mães que tem prioridade sobre a guarda dos filhos.

Com a crescente desvalorização do casamento, e com a visão de que a maternidade é de alguma forma opressora à mulher que deseja ter uma vida profissional, o papel da escola tem se expandido. Não mais a mesma deve se dedicar exclusivamente ao ensino dos conteúdos curriculares, mas adquire cada vez mais atribuições de ordem afetiva e disciplinar.

Falar em papéis sexuais no âmbito da família se tornou um tabu intelectual, como nos relata o psicólogo evolutivo Robert Wright (1994, p. 69-70):
Em parte, também, porque, apesar das feministas não terem criado o problema sozinhas, muitas delas tem ajudado a sustentá-lo. Até muito recentemente, medo da represália feminista era o principal obstáculo da discussão das diferenças entre os sexos. Feministas tem escrito artigos e livros denunciando o "determinismo biológico" sem se preocuparem em entender biologia ou determinismo.
A única alternativa com relação à família é criar nossas crianças dentro de instituições educacionais, onde serão privadas dos laços afetivos naturais, tendência que se torna cada vez mais forte e é bem vinda pelos pais que se sentem menos responsáveis pelos seus filhos e não se questionam com relação à qualidade das condições emocionais em que essas crianças são criadas. Porém essa não é uma tendência geral, muitas famílias ainda seguem um modelo mais tradicional, e o desempenho superior dessas crianças deve ser levado em consideração ao se criarem políticas públicas para a educação, pois a mesma não deve se concentrar na escola, necessita do apoio da família que se encontra cada vez mais fragilizada pela sobrecarga dos pais no trabalho e outras exigências sociais.

Fontes:

CARVALHO, Maria Eulina Pessoa de. Relações entre Família e Escola e suas Implicações de Gênero, Paraíba, ano 2000, Cadernos de Pesquisa, nº 110, p. 143-155, julho/ 2000. Pode ser encontrado em:
http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n110/n110a06.pdf

PINKER, Steven. How The Mind Works. London. Ed. Penguin Books, 1998.

SILVA, Arcelina Maria da. VIEIRA, Luiza Jane Eyre de Souza. Caracterização de crianças e adolescentes atendidos por maus tratos em um hospital de emergência no município de Fortaleza-CE. Rev Esc Enf USP, v. 35, n.1, p. 4-10, mar, 2001. Pode ser encontrado em:

DALY, Martins, WILSON, Margo. Evolutionary psychology of male violence. Ed. In J. Archer, Male violence. London: Routledge. 1994.

TAGGART, Brenda. SYLVA, Kathy. MELHUISH, Edward. SAMMONS, Pam; SIRAJ-BLATCHFORD, Iram. The power of pre-school: evidence from the Eppe Project. Pode ser encontrado em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-15742011000100005&script=sci_arttext&tlng=es

WRIGHT, Robert. The Moral Animal: Why We Are the Way We Are: The New Science of Evolutionary Psychology. London. Ed. Vintage, 1995.

MENEZES-FILHO, Naercio. Os Determinantes do Desempenho Escolar do Brasil. Ed. Abril, São Paulo. 2007.

DESSEN, Maria Auxiliadora e POLONIA, Ana da Costa. A família e a escola como contextos de desenvolvimento humano. Paidéia (Ribeirão Preto) v.17 n.36 Ribeirão Preto jan./abr. 2007. Pode ser encontrado em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-863X2007000100003&lng=pt&nrm=iso

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