Conservadores tem esse nome devido a desejarem conservar aspectos importantes de suas tradições. Esses aspectos formam nossa identidade enquanto nação, região ou comunidade em particular, e ao defendermos essas características defendemos a conexão que temos com as pessoas próximas a nós.
Algumas dessas formas de conexão
são inerentes à nossa natureza enquanto seres humanos como, por exemplo, nossa
família. Todos nós nascemos igualmente de um pai e uma mãe, e em todas as
culturas esses foram responsáveis pela proteção e educação de uma criança para
o máximo benefício desse indivíduo que os pais viam como a continuidade de si
mesmos.
Além da família sempre foi
importante uma comunidade acolhedora, que compartilhava dos mesmos valores e
crenças dessa família, além de ser uma extensão dessa mesma família por
representar um grupo étnico específico. Esse grupo dava proteção a esse
indivíduo ao mesmo tempo que este estava disposto a lutar pela defesa de seus
iguais.
Não apenas esses indivíduos
tinham um amor familiar ao seu grupo, mas também ao local onde viviam, pois
este também fazia parte de sua identidade. A essa forma de conexão utilizamos
até mesmo o tempo “raízes” para designar o amor à terra onde nascemos.
Dentro desse grupo havia valores
morais, que não era relativizados como igualmente certos ou errados aos valores
de outros grupos, porém vistos partes da própria realidade, parte de quem eram.
Sabiam que ao abrir mão do que acreditavam deixariam de existir, perderiam sua
razão de ser, por isso não aceitavam valores de outros povos, nem mesmo
indivíduos, que viriam a erodir o que demoraram tanto para construir.
Essa cultura não era criada de
uma forma consciente, mas sim orgânica, ou seja, adaptada aos anseios daquela
população sem um propósito claro, no entanto essas instituições eram funcionais
em sua capacidade de manter a coesão e a sobrevivência do grupo. Esse método de
sobrevivência se configurava em uma tradição, e a defesa dessa tradição representava
a defesa do próprio grupo.
Grande parte de minha intenção ao
escrever neste blog está em demonstrar que essas formas orgânicas de
organização social eram mais eficientes no sentido de dar um senso de propósito
ao indivíduo, que se sentia parte de algo pelo qual valia a pena viver e
trabalhar em seu favor. Ao mesmo tempo desejo demonstrar que as tentativas
racionais e conscientes de mudança social trazem efeitos inesperados, como a
solidão do indivíduo, a visão da comunidade como um meio de competição ao invés
de proteção, o trabalho como não tendo outro significado além do medo da
inanição e a deliquência, que é basicamente a revoltado do indivíduo contra a
sociedade que deveria defender.
Outra parte de minha intenção
está em desmistificar a palavra “conservador”, geralmente associada a todo tipo
de adjetivos negativos devido a praticamente toda nossa formação intelectual
ter um viés revolucionário que nos condicionou a pensar dessa maneira e reagir
com desdém diante dessa palavra. Porém pretendo que, ao ler meus textos, muitas
pessoas inteligentes que na verdade seguem muitos princípios conservadores
percebam que há muito o que se respeitar nessa visão de mundo.
Fonte: Oz Conservative
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