Há um ponto no auxílio reclusão que é mal compreendido por seus próprios críticos. Primeiramente não basta ser bandido para conseguir o mesmo, é necessário, além de ser um criminoso, ter contribuído com o INSS até o momento do crime e ganhar quantia igual ou menor a R$971,78 (ou algo próximo a isso, conforme determinado pelo governo federal). Isso não torna o benefício menos injusto, uma vez que é direcionado ao agressor, e não à vítima. Se um bandido mata um pai de família honesto a família desse bandido está segurada pelo governo brasileiro, ao passo que a família cujos membros são honestos não tem direito a nem um centavo. Ou seja, o agressor da sociedade é portador de mais direitos do que aquele que contribui com a mesma.
Isso parte da crença atual de nossas ciências sociais que não enxerga o indivíduo como sendo de fato um indivíduo, mas mero produto de seu meio social. Se uma pessoa não acredita na maldade inerente de determinada pessoa, e nem no livre arbítrio da mesma em realizar suas ações, então como responsabilizar essa pessoa pelos seus atos? A única explicação é que ele é fruto de seu meio social, ou uma “vítima da sociedade”.
Enquanto essa visão limitada do ser humano permanecer seremos vítimas das mais atrozes engenharias sociais que teriam em seu intuito “melhorar” o ser humano em busca de uma sociedade perfeita, mas tudo que conseguem é recompensar o vício e punir a virtude, afinal se o mau é a “vítima”, o bom passa a ser o agressor, e a solução seria criar algum tipo de lei que beneficie o mau em prejuízo do bom, tudo financiado com impostos dessas mesmas pessoas que estão sendo prejudicadas, pois estas são também as únicas pessoas produtivas. E eu temo que isso seja apenas o começo, a era da virtude individual se foi, esta dos sociólogos, demagogos e militantes se sucedeu, e a glória de nossa civilização se apagará para sempre.
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