Essa é a principal bandeira de todos os movimentos não conservadores, e sob a qual angariam o maior número de admiradores pelo princípio de justiça social, onde todas as pessoas devem ser tratadas de maneira igual e não serem discriminadas. Conservadores não acreditam em tratar as pessoas de maneira igual pelo simples fato das pessoas serem diferentes, e por terem que demonstrar através de seus atos ou por quem são o tratamento que merecem.
As pessoas são diferentes em suas naturezas, pois as pessoas não nascem iguais e nem se desenvolvem e maneira igual, mesmo que sob a mesma educação. As pessoas também são diferentes no que acreditam, na maneira como agem, em suas capacidades e nos sentimentos que despertam em nós. Isso parece moralmente questionável, mas basta lembrar que, caso tenhamos vindo de um lar funcional, iremos preferir um membro de nossa família a um amigo, um amigo a um estranho, um estranho produtivo a um parasita, e assim por diante. A verdadeira injustiça está em negar os méritos pessoais em favor de um igualitarismo que é falso em relação aos nossos próprios sentimentos naturais.
Para causar maior descontentamento social é criada a idéia de que há grupos que são beneficiados pela sociedade. Ainda que nossas leis sejam isonômicas, ou até mesmo direcionadas a dar privilégios a determinados grupos que não são considerados parte da elite pelos movimentos sociais, como as cotas raciais, a sociedade é vista como dando vantagens especiais para homens em relação às mulheres e para brancos em relação aos negros, gerando desconfiança entre esses grupos, assim como o cisma social que torna os partidos políticos promotores dessa ideologia representantes dessas “minorias” oprimidas, que na verdade são de longe a maior parte da população e fonte inesgotável de votos.
Para provar essa desigualdade utilizam estatísticas parciais, com fins puramente políticos. Por exemplo, tentam provar que profissionais mulheres ganham menos que profissionais homens, porém sem levar em consideração que muitos profissionais homens tendem a trabalhar uma quantidade de horas muito maior que profissionais mulheres em profissões liberais. Até hoje não vi nenhuma empresa, pública ou privada, que pague salários diferentes a funcionários que ocupem o mesmo cargo e trabalhem a mesma quantidade de horas.
Outro exemplo de estatística distorcida é quando dizem que com o mesmo grau de estudo mulheres ganham menos que os homens, porém mulheres quase sempre irão escolher cursos que as transformarão em professoras ou então outros cursos de ciências humanas, sem nenhum aplicabilidade prática no mundo, evitando cursos que exigem um conhecimento mais técnico, como engenharia ou medicina. Nesse mesmo modelo são apresentados muitos dados de forma extremamente parcial, e que ainda assim é capaz de enganar a muitos.
Outro exemplo é com relação aos negros, é mostrado que negros são vítimas de homicídio em escala muito maior do que brancos, porém não levam em consideração que a população negra é muito maior, que os homicidas também são em sua maioria absoluta outros negros e que brancos, quando matam, também tendem a ter como vítimas outros brancos. Com o mesmo raciocínio poderíamos provar que homens são mais vítimas de violência do que mulheres, uma vez que para cada mulher assassinada morrem dez homens, porém nesse caso eles já fazem outra interpretação da situação, onde demonstram que quem perpetra o homicídio de mulheres são os homens, caso em que eu concordo, homens não deveriam atacar mulheres e caso o façam devem ser severamente punidos.
O discurso da busca pela igualdade é quase sempre falso e tem como único objetivo jogar um grupo contra outro com objetivos eleitoreiros, colocando o homem branco como a raiz de todo o mal, grupo esse que convenientemente representa a menor parte da população e não pode se defender em um sistema de voto majoritário. Com isso não quero dizer que conservadores devam buscar a desigualdade social, mas sim a união entre os membros dos mais variados grupos que compartilham de uma visão tradicional da sociedade, sem enxergar em preferências pessoais crimes de discriminação contra a igualdade, mas expressões naturais do espírito humano que não podem ser suprimidas através da repressão ideológica estatal.
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